Nota sobre o texto: antes de o lerem, aviso de que poderá conter algumas expressões, ou conteúdos, que podem ser considerados de natureza mais sexual!
Já dentro da viatura, seguindo viagem, onde conversavam sobre coisas triviais, tentando disfarçar o óbvio nervosismo e ansiedade comum a ambos, começam a ter a exorbitante percepção de que algo muito bom estaria para acontecer. Aquele não era, certamente, um dos seus encontros normais, igual a tantos outros semanais, um encontro de amantes onde se deliciavam no corpo um do outro e entregavam à luxúria do prazer, do sexo pelo sexo, gostoso, sem tabus, onde se permitiam amar, sem perguntas, sem porquês ou justificações. Talvez alguma fantasia iria ser realizada…
Foi então que, distraidamente, enquanto trocava de velocidade, ao mexer na alavanca, Pedro toca leve e suavemente na perna de Maria! Um toque insidioso que deixou Maria afogueada. Sentiu-a tremer com o estímulo! Ela sentiu-se indefesa, conquistada, como se, por acaso, ainda considerasse a hipótese de lutar para inverter ou contrariar aquela batalha interior, estaria, a partir daquele momento, irremediavelmente perdida, por isso, não mexeu a perna, não a afastou, a deleitar-se no momento. Pedro percebeu essa inquietude! Por essa circunstância, não retirou os dedos que a tocavam, que a instigavam, e, com o seu jeito provocador, matreiro e sedutor, começou desenhar-lhe movimentos meigos, suaves e de toque leve, não desvendando tudo, deixando-a com desejo de mais e mais, onde a mão que, entretanto, ia começando a encorpar-se começa a alimentar-se do seu corpo e da temperatura das suas pernas maravilhosas. Foi explorando a seu belo prazer, como lhe apeteceu, da forma que quis, enquanto os dedos lhe iam tocando na pele nua, um a um, alternando ardilosamente entre um amasso e um arrepio que apenas a ponta de uma unha pode provocar.
A conversa perde algum do seu sentido e nenhum dos dois faz qualquer esforço para a sustentar. Maria começa a ficar inquieta, agitando-se no banco. Mexe os braços, as mãos, arranja o cabelo, toca-se com os dedos no pescoço e humedece os lábios, parecendo deliciada com aquela excitação. Pedro, apesar de mais calmo, já era, naquele momento, incapaz de se renunciar a Maria e, como tal, foi avançando com a mão, com os dedos, a conquistar terreno, e de um simples e leve toque nos joelhos tinha-a já a percorrer-lhe o interior das coxas. Sentia-a quente, cheia de tesão, enquanto ela encostava a cabeça atrás!
A sua vontade era tê-la já ali, naquele momento, queria possuir-lhe o corpo nesse mesmo instante, parecendo-lhe que não conseguiria esperar mas, não, não podia, ainda, ser. Tinha que esperar até chegarem ao destino!
Entretanto, Pedro continuava a descobrir-lhe as pernas cada vez mais quentes e suaves e, sem grandes delongas, fez deslocar a mão por baixo do seu vestido lilás com flores verdes. Pedro pôde sentir-lhe a textura da pele hidratada e suave. Aquela suavidade que só as mulheres têm e que se encontra apenas numa parte específica do seu corpo: na zona interior das coxas. Pedro adora sentir-lhe essa macieza. Maria adora ser tocada nessa zona particular do corpo. Foi então que Maria se sentiu invadida onde mais desejava, por cima do tecido da lingerie, na carne! Também ela, a partir desse momento, deixou de se controlar! Arqueou as costas, encostou a cabeça atrás e virou-a para o vidro. Enquanto soltou um suspiro delicioso, levou um dedo aos lábios, à boca, para, logo de seguida, se despenhar imediatamente em direcção às calças do Pedro. Com impetuosidade, num gesto ardente e fogoso, Maria quis sentir-lhe o sexo, sentir como o seu membro já estava excitado e duro! Desapertou-lhe instantaneamente os botões das calças, de forma violenta, enquanto ele conduzia, e agarrou-o com prazer massajando-o com movimentos firmes e convictos mas saborosos! Sentiu-o, e isso sim a deixou louca, crescer ainda mais nas suas mãos! “Como é possível estar-me a acontecer isto, com tanta intensidade, era uma vontade incontrolável de te possuir, Maria... que tesão louca!”, pensava Pedro, “Por mim, parava já aqui o carro para ir de encontro ao teu corpo onde me pudesse satisfazer...”, continuou ele a pensar.
Foi uma vontade animal, ávida, que nem vale a pena explicar... - Quero-te foder!!! – disse-lhe.
... Continua...
... Continua...

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