terça-feira, 16 de novembro de 2010

A praia - episódio III de III

Nota sobre o texto: antes de o lerem, aviso de que contém expressões, ou conteúdos, de natureza sexual!
Ao chegarem à praia, local onde Pedro tinha planeado levá-la, já que aquele tinha sido um lugar visitado várias vezes, anteriormente, enquanto ainda andavam na fase da conquista mútua, para passearem depois do almoço, procurou de imediato estacionar o carro no sítio mais deserto que conseguiu encontrar. O ponto escolhido era meio escondido, distante ainda do acesso principal e aquela praia já tinha conhecido melhores dias em relação aos utilizadores. Eles ficaram um pouco ocultos pelas ervas altas das dunas e já estavam demasiado aquecidos, excitados e loucos para que se pudessem, sequer, arrepender... Maria quase que nem dava tempo a Pedro para desligar o carro e saltou de imediato, em êxtase, para cima dele, para o seu colo! Beijou-o de uma forma tão intensa que lhe permitiu sentir-lhe a língua, muito quente e encarniçada, a invadir-lhe a boca. Enquanto isso, enquanto se deixa controlar por Maria, por baixo do vestido, agarra-a pelas nádegas e puxa-a para ele, para que ela pudesse sentir a força da sua excitação, da sua vontade de a ter, do seu desejo por ela… e foi nesse momento que Maria, ao sentir o apertão respirou de forma mais ofegante! Agarrou-o pelo colarinho da camisa e puxou-o ainda mais para ela para lhe desapertar a camisa, atirando com um botão contra o vidro. É nesse momento que Pedro toca-lhe no sexo, deixando-a ainda mais “tesuda”!
- Hummm… é delicioso poder sentir-te já tão húmida – diz Pedro.
- Toca-me, Pedro, faz-me vir como só tu sabes – implora Maria. No entanto, ele desiste, por momentos, de lhe explorar o sexo porque quis primeiro atacar-lhe as mamas!
- Calma, quero primeiro deliciar-me com o teu corpo incrivelmente belo – diz ele. – Hoje estás deslumbrante! Quero deliciar-me nos teus seios rijos e fartos!

Desabotoa os botões de cima do vestido rapidamente e, mesmo sem lhe desapertar o soutien, tira-lhe os seios para fora, agarra-os e aperta-os. Ela ia gemendo de excitação, de tesão, enquanto ele os beijava, lambia, mordiscava os mamilos e se deliciava com aqueles dois pedaços de carne gelatinosos e voluptuosos. Pedro sabia exactamente como a excitar, com a intensidade e sensibilidade adequadas, não se concentrando apenas nos mamilos e bicos já erectos mas, igualmente, na zona inferior do seio. Maria rodava a cabeça e atirava-a para trás, de tão perversa e excitada que estava. Pedro acompanha estas carícias com beijos! Muitos beijos espalhados com um rasto que assiste a orientação das meiguices e as completa. Nesta altura, já ela lhe tinha tirado o membro duro e latejante para fora das calças e ia fazendo movimentos constantes mas sôfregos e ansiosos de prazer.

Enquanto com uma mão lhe puxa pela nuca até ele, a sua boca até à boca dele, com a outra começa a massajar-lhe o clítoris, alternando de forma deleitosa, lenta e coordenada com movimentos rápidos, directos e decisivos, e ela não demorou nada até se vir num orgasmo duplo, forte, violento, ao sabor dos seus dedos, enquanto estes tinham passado penetrá-la e acariciavam-na em cursos inesperados. Pôde sentir-lhe as contracções no momento em que lhe pressionou, com a palma da mão, o Monte de Vénus e os dois dedos lhe estimulavam directamente no seu ponto G. Maria não perde tempo e, logo de seguida, ajeita-se, enquanto se oferece, para melhor poder encaixar nele. Pedro desloca-lhe as cuecas para o lado e Maria orienta-lhe o membro para ser penetrada! Eis que, finalmente, ele sente-se a entrar dentro dela e solta um suspiro! Numa penetração forte, entra todo dentro dela, sem avisos, num movimento decidido. Ela solta de imediato um gemido, de prazer, não de desconforto, e treme de exaltação. Sente-o entrar completamente, sente-se preenchida, estava louca de desejo e o cenário era excitante; alguém podia vê-los! Mas o desejo sexual falava mais alto.

Ele também a queria, ali, pouco lhe interessava se alguém os pudesse apanhar a quase morrerem de prazer. O seu corpo queria o corpo dela, pedia vivacidade na satisfação do desejo e o seu sexo estava faminto, com uma louca vontade de a comer, de tanto prazer que sentia. Com movimentos vigorosos, entrava e saia de dentro dela, ansiosa e excitada que estava, claro, sentindo-o como se da primeira vez se tratasse, experimentando agora uma penetração mais profunda, embora, de forma ritmada. Finalmente, numa instigação sincronizada, atiram-se para um orgasmo violento! Sentem os corpos explodirem, um gozo provocado por ondas incontroláveis de prazer, que não conseguiam parar, como se quisessem prolongar aquela incrível sensação o mais possível. As suas respirações confundiam-se, aspiravam o ar um do outro, tocavam-se e gritavam como se alimentassem todo o ânimo, com a certeza de que, naquele momento, eram apenas um do outro. Foram das sensações mais intensas, exuberantes e loucas que ambos já puderam sentir nos seus íntimos encontros!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A praia - episódio II de III

Nota sobre o texto: antes de o lerem, aviso de que poderá conter algumas expressões, ou conteúdos, que podem ser considerados de natureza mais sexual!

Já dentro da viatura, seguindo viagem, onde conversavam sobre coisas triviais, tentando disfarçar o óbvio nervosismo e ansiedade comum a ambos, começam a ter a exorbitante percepção de que algo muito bom estaria para acontecer. Aquele não era, certamente, um dos seus encontros normais, igual a tantos outros semanais, um encontro de amantes onde se deliciavam no corpo um do outro e entregavam à luxúria do prazer, do sexo pelo sexo, gostoso, sem tabus, onde se permitiam amar, sem perguntas, sem porquês ou justificações. Talvez alguma fantasia iria ser realizada…

Foi então que, distraidamente, enquanto trocava de velocidade, ao mexer na alavanca, Pedro toca leve e suavemente na perna de Maria! Um toque insidioso que deixou Maria afogueada. Sentiu-a tremer com o estímulo! Ela sentiu-se indefesa, conquistada, como se, por acaso, ainda considerasse a hipótese de lutar para inverter ou contrariar aquela batalha interior, estaria, a partir daquele momento, irremediavelmente perdida, por isso, não mexeu a perna, não a afastou, a deleitar-se no momento. Pedro percebeu essa inquietude! Por essa circunstância, não retirou os dedos que a tocavam, que a instigavam, e, com o seu jeito provocador, matreiro e sedutor, começou desenhar-lhe movimentos meigos, suaves e de toque leve, não desvendando tudo, deixando-a com desejo de mais e mais, onde a mão que, entretanto, ia começando a encorpar-se começa a alimentar-se do seu corpo e da temperatura das suas pernas maravilhosas. Foi explorando a seu belo prazer, como lhe apeteceu, da forma que quis, enquanto os dedos lhe iam tocando na pele nua, um a um, alternando ardilosamente entre um amasso e um arrepio que apenas a ponta de uma unha pode provocar.

A conversa perde algum do seu sentido e nenhum dos dois faz qualquer esforço para a sustentar. Maria começa a ficar inquieta, agitando-se no banco. Mexe os braços, as mãos, arranja o cabelo, toca-se com os dedos no pescoço e humedece os lábios, parecendo deliciada com aquela excitação. Pedro, apesar de mais calmo, já era, naquele momento, incapaz de se renunciar a Maria e, como tal, foi avançando com a mão, com os dedos, a conquistar terreno, e de um simples e leve toque nos joelhos tinha-a já a percorrer-lhe o interior das coxas. Sentia-a quente, cheia de tesão, enquanto ela encostava a cabeça atrás!
A sua vontade era tê-la já ali, naquele momento, queria possuir-lhe o corpo nesse mesmo instante, parecendo-lhe que não conseguiria esperar mas, não, não podia, ainda, ser. Tinha que esperar até chegarem ao destino!

Entretanto, Pedro continuava a descobrir-lhe as pernas cada vez mais quentes e suaves e, sem grandes delongas, fez deslocar a mão por baixo do seu vestido lilás com flores verdes. Pedro pôde sentir-lhe a textura da pele hidratada e suave. Aquela suavidade que só as mulheres têm e que se encontra apenas numa parte específica do seu corpo: na zona interior das coxas. Pedro adora sentir-lhe essa macieza. Maria adora ser tocada nessa zona particular do corpo. Foi então que Maria se sentiu invadida onde mais desejava, por cima do tecido da lingerie, na carne! Também ela, a partir desse momento, deixou de se controlar! Arqueou as costas, encostou a cabeça atrás e virou-a para o vidro. Enquanto soltou um suspiro delicioso, levou um dedo aos lábios, à boca, para, logo de seguida, se despenhar imediatamente em direcção às calças do Pedro. Com impetuosidade, num gesto ardente e fogoso, Maria quis sentir-lhe o sexo, sentir como o seu membro já estava excitado e duro! Desapertou-lhe instantaneamente os botões das calças, de forma violenta, enquanto ele conduzia, e agarrou-o com prazer massajando-o com movimentos firmes e convictos mas saborosos! Sentiu-o, e isso sim a deixou louca, crescer ainda mais nas suas mãos! “Como é possível estar-me a acontecer isto, com tanta intensidade, era uma vontade incontrolável de te possuir, Maria... que tesão louca!”, pensava Pedro, “Por mim, parava já aqui o carro para ir de encontro ao teu corpo onde me pudesse satisfazer...”, continuou ele a pensar.
Foi uma vontade animal, ávida, que nem vale a pena explicar... - Quero-te foder!!! – disse-lhe.

... Continua...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A praia - episódio I de III


Como sempre, como faziam todas as semanas, Pedro e Maria tinham almoço marcado no sítio de sempre. Mas hoje, este dia, ia ser diferente…

Pedro chega atrasado, como era costume, enquanto Maria o espera, sentada, a mexer no telemóvel, talvez na esperança, inútil, de que teria uma justificação, um aviso para o atraso, e ao subir a escada ele olha-a com um outro olhar, diferente, sem dúvida. Maria nota-lhe um anseio, um desejo escrito no rosto que facilmente escoa pelo sorriso malandro.
- Hoje vamos a um outro sítio almoçar, a um outro local – diz com segurança, no entanto, com cauteloso pragmatismo de um amante secreto. – Anda, vamos para o meu carro.
Pedro agarra-lhe no braço e Maria sente-lhe a força, a firmeza de quem sabe o que quer. Gosta disso e sente-se de imediato excitada por aquele transbordar de entusiasmo e dinamismo. - Pedro – pergunta ela - para onde me levas? Onde vamos?
- Calma – responde ele. - Não me perguntes, por favor, não posso dizer, para já, senão perco a coragem para o fazer. É surpresa. Mas acho que vais gostar!

Pedro não tinha pensado num plano, numa forma de o fazer, não o tinha revisto vezes sem conta na sua cabeça onde nada podia falhar. Não! Estava, simplesmente, a ser espontâneo, evitando ser interpelado porque, caso o fosse, não teria respostas para dar. E isso, sem dúvida, abalaria a sua convicção e a confiança que demonstrava ter quando, na realidade, permanecia assustadoramente nervoso e desinquieto.

Foi breve o percurso entre o ponto de encontro e o carro dele. Ao descerem as escadas rolantes Pedro chegou-se a Maria, metendo-lhe o outro braço por trás dela, agarrando-lhe na anca e puxando-a para si, e disse-lhe ao ouvido: “Estás muito bonita! Esse vestido lilás fica-te muito bem.”, “Hummm… e que perfumada!”, e sem hesitar beija-lhe carinhosa, mas, apaixonadamente, o pescoço. Maria, sentiu-se, nesse momento, preenchida dos pés à cabeça por uma enorme excitação ao sentir-se tocada pelos lábios carnudos e pela língua húmida que, em tom de provocação, lhe fez um pequeno desenho na pele. Ficou de tal forma transtornada que Pedro pôde facilmente perceber a dificuldade dela em lidar com toda aquela turbulência de impulsos e desejos que, de repente, a conquistaram! Aquele beijo desconcertante tinha-a deixado à deriva de si mesma e precisava de se recompor mas, no entanto, aquele fogo que sentia no corpo não a deixava reorganizar-se e tinha medo de escorregar até nas suas próprias palavras. Todos os desejos e fantasias que lhe preenchiam a cabeça a possuíam naquele momento, enquanto tentava pôr ordem nos seus pensamentos. Pedro não lhe largara o braço durante o percurso e, chegados ao carro, abriu-lhe a porta. Enquanto Maria entrava no carro, Pedro não foi capaz de ignorar a imagem que lhe ocorreu ao ver grande parte das pernas de Maria, ali, expostas, nuas, parecendo-lhe tão macias e aveludadas. Por momentos, Pedro, enquanto dá a volta ao carro, retira muito prazer desses pensamentos.

Continua...